Conheça 6 tendências em logística para o futuro

Postado em: 7 agosto, 2019 | 11:42

À medida que a logística assume um papel estratégico dentro das empresas, seus processos se desenvolvem e, com eles, a tecnologia usada para otimizar cada vez mais as operações.

Nesse sentido, a busca por inovações e desenvolvimento de soluções diferenciadas é constante. Já é possível saber o que se pode esperar para os próximos anos no que diz respeito a tendências em logística. Confira algumas delas a seguir!

Escrito por wpengine
em 28 de março de 2017

Fonte: https://cargox.com.br/blog/6-tendencias-logistica-2017

1. 4PL

O 4PL — Fourt-party Logistics, ou Quarteirização Logística — é uma abreviatura usada para definir o papel de uma empresa dentro de uma cadeia de suprimentos. Ela faz parte de um grupo contendo outras siglas, usadas para identificar cada participante, sendo elas:

  • 1PL: fornecedor;
  • 2PL: comprador;
  • 3PL: operador logístico terceirizado;
  • 4PL: gestor da cadeia de abastecimento.

Normalmente, aqui no Brasil, os serviços logísticos são feitos por meio de empresas terceirizadas, o que quer dizer que são realizados pelos 3PLs.

No entanto, pode haver uma certa confusão com os serviços prestados por 4PLs, já que em alguns casos eles também podem ser terceirizados.

No entanto, vale destacar que, enquanto os 3PLs realizam trabalhos voltados para operações específicas, os 4PLs realizam uma gestão mais abrangente. Elas são relacionadas aos processos de uma gestão da cadeia de suprimentos — e não apenas de armazenagem e distribuição, como no caso do trabalho terceirizado, por exemplo.

O objetivo é evoluir as relações comerciais entre as empresas e seus parceiros de negócio, integrando-os em uma cadeia de suprimentos. Por meio da gestão 4PL, essa integração se torna mais eficaz, melhorando diversos aspectos da gestão e os resultados.

Assim, todos passam a competir no mercado como um grupo, tornando-se mais forte e aumentando a vantagem competitiva — em vez de cada empresa buscando seus objetivos isoladamente.

2. Entrega por drones

A Amazon idealizou um modelo de entrega por drones. Nele as entregas seriam feitas por meio desses dispositivos e iriam ajudar a reduzir os custos de transporte. Além disso, o tempo necessário para que os produtos chegassem até seus clientes também seria menor.

Algumas empresas já utilizam esses objetos para outros fins, principalmente na produção de fotos e materiais audiovisuais. Outras optaram por adotar esse modelo de entrega, como algumas pizzarias, por exemplo.

No entanto, vale ressaltar que a utilização dos drones para entregas em larga escala ainda enfrenta alguns desafios.

O principal deles é o tempo total de autonomia no ar, já que se consegue cobrir, em média, um raio de 16km de distância entre o ponto de origem e o de destino.

Além disso, existe a restrição de tamanho e peso, a adaptação dos dispositivos para acondicionar e transportar as cargas em segurança, as autorizações necessária para utilização do espaço aéreo e outras regulamentações.

Contudo, apesar dos empecilhos atuais que precisam ser contornados, a execução dessa modalidade de entrega pode ajudar a tornar as operações mais eficientes. Ela auxilia diminuindo os custos e os prazos de entrega, além da possibilidade de aumentar a satisfação dos clientes com os serviços prestados.

3. Internet das Coisas

A Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês), é uma evolução tecnológica que tem como objetivo conectar os mais variados dispositivos eletrônicos que são usados rotineiramente.

Com isso, seria possível abrir e trancar portas, controlar eletrodomésticos, meios de transporte e máquinas industriais, por exemplo, utilizando o smartphone e alguma tecnologia que possibilite essa integração, sendo a mais comum o RFID — do inglês “Radio-Frequency IDentification” —, que usa frequências de rádio para identificar os dispositivos.

No que diz respeito às mudanças nas operações logísticas, a Internet das Coisas pode tornar o chão de fábrica mais conectado, permitindo monitorar em tempo real os processos industriais.

Além disso, ela facilitaria o controle  das etapas logísticas, simplificando a identificação dos status das mercadorias (desde os fornecedores até a entrega nos clientes).

Com isso, a identificação de possíveis falhas seria muito mais eficaz e poderia-se criar soluções para os problemas.

4. Veículos autônomos

Os veículos autônomos são os famosos “carros sem motorista” que podemos ver em algumas notícias.  A ideia é integrar diversos recursos tecnológicos que ajudam a controlar o veículo ao mesmo tempo. Essas possibilidades identificam as características do ambiente e processa as informações para determinar a melhor ação.

Assim, seria possível realizar percursos da mesma forma como um condutor humano faria.

Com isso, caso as empresas desenvolvessem essa expertise, seria possível utilizar esses veículos sem a necessidade de ter um motorista.

Além disso, essa opção poderia proporcionar uma redução de custos considerável, caso seja viabilizada.

5. Entrega antecipada

Mais uma vez, a Amazon entra como idealizadora de uma nova forma de entregar produtos aos clientes. A ideia, nesse caso, é que o produto  já saia do estoque antes mesmo do consumidor efetuar a compra.

Nesse caso, a empresa precisaria ter o controle do histórico das compras anteriores e das pesquisas realizadas, buscando atender a necessidade do cliente para aquele momento.

Se essa estratégia for bem implementada pelo negócio, ela pode tornar a análise preditiva ainda mais eficaz. Isso aumenta a possibilidade de encantar os clientes e conseguir fidelizá-los. Isso se reflete positivamente no momento de atrair novos consumidores com a propaganda positiva que essa operação pode gerar.

6. Impressão em 3D também pode ser considerada uma das tendências em logística

Muito tem se falado sobre as impressoras 3D e em como elas podem imprimir modelos tridimensionais com a aparência e funcionalidade semelhantes às dos produtos originais.

Por meio delas, é possível descentralizar a produção de materiais e aumentar a capacidade de customização, já que ela elimina a necessidade de produção em larga escala de produtos padronizados.

Com isso, os itens poderiam ser produzidos localmente, fazendo com que não seja mais necessário despachar os pedidos por longas distâncias — substituindo essa rotina por trajetos menores, dos centros até o cliente final.

Além disso, as empresas poderiam eliminar a necessidade de manter altos estoques, já que a produção seria baseada na demanda, fazendo com que os produtos disponíveis sejam usados apenas como modelos.

Algumas dessas ideias podem parecer apenas conceitos futuristas! Algumas possuem a necessidade de adaptações, adequação da legislação para cada região, identificação de possíveis falhas, dentre outros ajustes. No entanto, se bem planejadas e executadas, essas tendências em logística podem se tornar excelentes aliadas.


Comments are closed.